Cuidar também é aprender a enxergar o outro em sua singularidade. Foi com esse propósito que, nos dias 7 e 8 de maio, profissionais da área da saúde participaram de um treinamento voltado à implantação do acolhimento e identificação de pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), fortalecendo práticas mais humanas, seguras e inclusivas dentro do ambiente hospitalar.
Mais do que protocolos, o encontro trouxe reflexões sobre empatia, escuta e sensibilidade. A iniciativa buscou capacitar as equipes para compreender as necessidades específicas das pessoas autistas, respeitando suas formas de comunicação, percepções sensoriais e a importância da previsibilidade durante o atendimento.
Ao longo da formação, foram apresentadas estratégias que envolvem desde o primeiro contato na recepção até a assistência prestada pelas equipes multiprofissionais. Entre os temas abordados estiveram a correta identificação dos pacientes com TEA, adaptação da comunicação, redução de estímulos que possam gerar desconforto e o manejo adequado em situações de crise.
Em um ambiente hospitalar, onde sons, luzes, movimentações e mudanças podem intensificar a ansiedade e a insegurança, pequenas atitudes fazem grande diferença. Um olhar atento, uma fala acolhedora e um atendimento mais tranquilo podem transformar completamente a experiência de quem precisa de cuidado.
O treinamento também reforçou a importância do trabalho integrado entre os diferentes setores da instituição, fortalecendo uma rede de apoio capaz de oferecer atendimento contínuo, eficiente e mais respeitoso às particularidades de cada paciente.
Mais do que qualificação técnica, a formação representou um passo importante na construção de uma assistência cada vez mais humanizada — aquela que entende que incluir é também acolher com sensibilidade, respeito e compreensão.







