Música que acolhe: emoção e humanização nos corredores do Hospital Oase

A música voltou a pulsar nos corredores do Hospital e Maternidade Oase — e com ela, um sopro renovado de acolhimento, serenidade e esperança.
Na manhã de 12 de novembro, a dupla formada por Ana Paula Ibarras (voz) e Adilson Marchi (violão) devolveu ao hospital uma cena que toca fundo o coração: melodias suaves atravessando portas, alcançando quartos, encontrando olhares, trazendo alívio.

A iniciativa integra o Projeto EnCantar, realizado em parceria com a Fundação de Cultura de Timbó, e que carrega consigo uma missão nobre: permitir que a música volte a ser ponte entre cuidado e emoção, entre o gesto técnico e o gesto humano.

Um hospital que canta para acolher

No Oase, a humanização não é discurso — é um princípio que se revela em detalhes, em atitudes que colocam a vida e o bem-estar no centro de tudo. E a música, tão sensível quanto poderosa, torna-se ali uma aliada essencial.

Cada acorde que ecoa pelos corredores é também uma mensagem silenciosa:
“Você não está sozinho. Há beleza, há força, há cura também nos sons.”

E assim, o Projeto EnCantar ressurge como símbolo desse cuidado que vai muito além do atendimento clínico. Ele toca o emocional, o espiritual, o que não aparece em exames, mas pulsa no peito de cada paciente, familiar e colaborador.

Vozes que transformam

Durante a apresentação, o músico timboense Adilson Marchi, 58 anos, professor de música por muitos anos, falou com emoção sobre a experiência:

“Para nós é muito gratificante. Aqui é um lugar onde as pessoas precisam de calor humano, precisam de motivação. A música toca a alma. Cantamos dois hinos lindos, como Oração da Família, que fala sobre nossos laços, sobre quem amamos. Deus nos deu esse dom, e é gratificante poder usar isso aqui. Esperamos voltar mais vezes.”

Ao seu lado, Ana Paula, 39 anos, mãe de duas meninas, também celebrou o momento como um propósito realizado:

“Pedi muito a Deus, há três anos, para fazer um trabalho assim. Eu amo cantar. Me sinto bem estando com as pessoas, levando uma palavra de paz, um canto de conforto. E receber o sorriso delas… isso não tem preço. É muito gratificante.”

Uma rede de cuidado que cresce

Com o retorno do EnCantar, o Oase — por meio do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) — amplia seu convite às comunidades artística e educativa. Escolas de música, corais, grupos culturais e voluntários são chamados a somar forças e manter viva essa iniciativa que toca vidas de forma tão profunda.

A meta é simples e grandiosa:
levar música a cada espaço do hospital, fortalecendo vínculos, elevando autoestima, amenizando dores e despertando esperança.

Música que cura

Mais que apresentações, o EnCantar é um encontro entre ciência e arte; entre o rigor técnico e a delicadeza da emoção. É um resgate da essência do Hospital e Maternidade Oase — uma instituição que, ao completar 88 anos, reafirma que saúde é cuidado integral.

Porque, no compasso da vida, a humanização é a melodia que nunca pode parar.

E no Oase, essa música voltou a tocar.