A música voltou a pulsar nos corredores do Hospital e Maternidade Oase — e, com ela, um sopro renovado de serenidade, acolhimento e esperança. Na tarde do dia 11 de fevereiro, o professor de violão Bruno Phelipe, da Fundação de Cultura e Turismo de Timbó, transformou o ambiente hospitalar em um espaço de leveza e emoção, onde cada acorde encontrou olhares atentos, corações abertos e sentimentos de conforto.
A ação integra o Projeto EnCantar, realizado em parceria com a Fundação de Cultura de Timbó, e carrega uma missão profundamente humana: permitir que a música seja ponte entre o cuidado técnico e o cuidado emocional, entre a ciência e a sensibilidade. Iniciando pelo refeitório e passando por diversos setores da instituição, o professor percorreu o hospital com seu violão, levando mensagens em forma de canção — com destaque para o louvor a Deus — e espalhando afeto por onde passava.
No Hospital Oase, a humanização não é apenas um conceito. É um valor vivido no cotidiano, presente nos gestos, nas atitudes e nas pequenas ações que colocam a vida no centro de tudo. A música, delicada e potente, torna-se mais uma aliada desse cuidado integral, capaz de tocar onde as palavras, muitas vezes, não conseguem alcançar.
Cada melodia que ecoou pelos corredores trouxe uma mensagem silenciosa, mas profunda: ninguém está sozinho. Há beleza, força e esperança também nos sons que embalam a vida. O Projeto EnCantar ressurge, assim, como símbolo de um cuidado que vai além do atendimento clínico, alcançando o emocional, o espiritual e tudo aquilo que pulsa no íntimo de pacientes, familiares e colaboradores.
Natural de Campinas (SP) e morando em Timbó há cerca de um ano e meio, Bruno compartilha que canta desde os sete anos de idade e que a música sempre esteve ligada à sua caminhada de fé. Missionário, ele relata que chegou à cidade atendendo a um chamado pessoal e, após um período de oração, surgiu a oportunidade de atuar na Fundação de Cultura.
Para o professor, tocar no hospital representa mais do que uma apresentação musical. É um gesto de serviço. Um modo simples e verdadeiro de levar esperança, especialmente a pessoas que enfrentam momentos de fragilidade, incertezas e dor — sejam pacientes, familiares ou os próprios profissionais que convivem diariamente com esses desafios.
Com o retorno do EnCantar, o Hospital e Maternidade Oase, por meio do Grupo de Trabalho de Humanização do Hospital e Maternidade Oase, amplia o convite à comunidade artística e educativa. Escolas de música, corais, grupos culturais e voluntários são convidados a somar talentos e sensibilidades para manter viva essa iniciativa que transforma o ambiente hospitalar e toca vidas de forma tão especial.
A proposta é simples e, ao mesmo tempo, grandiosa: levar música a cada espaço do hospital, fortalecendo vínculos, elevando a autoestima, amenizando dores e despertando esperança. Mais do que apresentações, o EnCantar é um encontro entre arte e cuidado — entre o rigor técnico e a delicadeza da emoção.


