Na manhã do dia 4 de março, os corredores do Hospital e Maternidade Oase voltaram a ganhar um som especial. Entre passos cuidadosos, conversas baixas e rotinas de cuidado, a música encontrou espaço para florescer, trazendo serenidade, acolhimento e esperança a pacientes, familiares e colaboradores.
Com o violão em mãos, o professor Bruno Phelipe, da Fundação de Cultura e Turismo de Timbó, percorreu diferentes setores da instituição, permitindo que cada acorde ecoasse como um gesto de carinho. As canções — muitas delas em forma de louvor e gratidão — transformaram o ambiente hospitalar em um cenário onde a sensibilidade e a fé caminharam lado a lado com o cuidado à saúde.
A ação integra o Projeto EnCantar, desenvolvido em parceria com a Fundação de Cultura de Timbó, e nasce de um propósito simples e profundo: permitir que a música seja uma ponte entre o cuidado técnico e o cuidado humano. Iniciando pelo refeitório e seguindo por outros espaços do hospital, o músico levou melodias que tocaram silenciosamente o coração de quem escutava.
No Hospital Oase, a humanização é vivida diariamente nos gestos e nas atitudes que colocam a vida no centro de tudo. Nesse contexto, a música torna-se uma aliada sensível e poderosa, capaz de alcançar emoções, aliviar tensões e lembrar que, mesmo nos momentos de fragilidade, há espaço para beleza, esperança e fé.
Cada melodia que percorreu os corredores carregou uma mensagem simples, mas profunda: ninguém está sozinho. Nos acordes do violão, muitos encontraram um instante de pausa, conforto e renovação interior.
Para o professor Bruno Phelipe, tocar no hospital vai além de uma apresentação musical. É um gesto de serviço e partilha, uma forma de levar esperança a quem enfrenta momentos delicados — sejam pacientes, familiares ou profissionais que dedicam seus dias ao cuidado com o próximo.
Com a realização mensal do Projeto EnCantar, o Hospital e Maternidade Oase, por meio do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), amplia o convite à comunidade artística e educativa. Escolas de música, corais, grupos culturais e voluntários são convidados a unir talentos e sensibilidades para manter viva essa iniciativa.
A proposta é simples, mas profundamente transformadora: levar música a cada espaço do hospital, fortalecendo vínculos, suavizando momentos difíceis e lembrando que o cuidado também pode chegar em forma de melodia.
Assim, entre acordes e silêncios, o EnCantar segue cumprindo sua missão: transformar o hospital em um espaço onde arte, fé e cuidado caminham juntos, tocando vidas com delicadeza e humanidade.




