No silêncio delicado da UTI Pediátrica, onde cada suspiro de bebê e cada olhar de criança são preciosos, um toque de cor, maciez e carinho tem feito toda a diferença: as Naninhas. São pequenas almofadas em formato de animais — cachorros, gatinhos, vaquinhas e outros — criadas com rostinhos meigos, braços e pernas que parecem prontos para um abraço. Mais que simples brinquedos, elas se transformam em companheiras fiéis de quem enfrenta dias difíceis no leito hospitalar.
“Você não tem ideia de como eles amam essas naninhas… distraem, confortam, ajudam a dormir com mais segurança”, compartilham, com emoção, profissionais e mamães que acompanham os pequenos. Ao lado dos “feijãozinhos” — almofadas de apoio que trazem alívio e conforto físico —, elas somam-se como aliadas no cuidado integral, trazendo um sopro de normalidade e aconchego em meio aos tratamentos.
No mês de julho, quando a UTI Pediátrica do Hospital e Maternidade OASE completou um ano de funcionamento, chegou também um presente especial: a doação do Grupo Naninhas do Bem, de Florianópolis. Formado por voluntários incansáveis e costureiras solidárias, carinhosamente chamadas de “Fadas das Mãos”, o grupo confecciona cada peça à mão, com tecidos 100% algodão e enchimento antialérgico, garantindo segurança, durabilidade e um padrão de qualidade que evita comparações entre as crianças.
Essa corrente do bem foi fortalecida pela vice-presidente da Oaset, Eliane Heidrich, que conheceu o trabalho durante a 15ª Feira de Artesanato Algodão Doce, em Florianópolis. Encantada com a sensibilidade e dedicação das artesãs, ela intermediou o contato que resultou na chegada dessas pequenas companheiras de tecido ao hospital. Hoje, cada criança que recebe uma Naninha pode levá-la para casa, carregando consigo um pedacinho do carinho recebido no tratamento.
“Não importa a circunstância ou o momento… nós sempre estaremos pertinho”, destacaram as voluntárias do projeto ao verem as fotos da entrega. Para o Hospital e Maternidade OASE, esse gesto é muito mais que uma doação: é a prova viva de que solidariedade aquece, mesmo nos ambientes mais frios.
Assim, entre beijos de algodão e abraços de fibra macia, as Naninhas do Bem seguem cumprindo seu papel: transformar dias de luta em dias com mais esperança, ternura e sorrisos.

